Para algumas pessoas, o período de final de ano é a época mais maravilhosa do ano (feriados e férias!!) mas, para a maioria dos setores da indústria, serviços e comércio, em especial, o varejo, é um tempo bem movimentado. Multidões de consumidores ansiosos lotam lojas e sites ao longo dos meses de novembro e dezembro, o que pode representar até 30% das vendas anuais de uma empresa. Nos dias de pico de compras, como a Black Friday, os comerciantes online recebem mais de três vezes o número de visitantes do que em períodos de tráfego normal. E esse impacto é sentido em toda a cadeia produtiva.

 

A Black Friday marca o início da temporada de compras de fim de ano. As vendas online continuam a crescer desde a Black Friday até o Natal e os profissionais de marketing se esforçam para apresentar ofertas atraentes dos melhores e mais recentes produtos, com o melhor preço.

 

Segundo dados de transações eletrônicas por cartão de crédito divulgados pela administradora de cartões Cielo, o crescimento das receitas dos varejistas na Black Friday de 2018 no Brasil foi 9,4% maior que em 2017. A consultoria Ebit Nielsen estimou que as vendas online somaram R$ 2,1 bilhões em apenas um dia.

 

O grande momento vem com o Natal. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a projeção de vendas calculada apenas para o Natal de 2019 estima que a data movimentará R$ 34,7 bilhões, o que representa um avanço de +4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

 

Uma mudança no comportamento dos consumidores

 

Cada vez mais, as pessoas e as empresas estão fazendo suas compras pela Internet, pela facilidade e comodidade oferecidas por esse ambiente. No caso das pessoas, a Internet também é preferida, para evitar lojas abarrotadas de pessoas, filas, trânsito, dificuldades para estacionar o carro, sem contar o calor dessa época em grande parte do país.

 

O Google estima que em 2019 o número de compradores em lojas físicas deve se igualar ao de consumidores online. Isso marca uma grande mudança no comportamento e nos hábitos do consumidor. A princípio, trata-se de uma boa notícia para as empresas que fazem negócios online, mas o que isso realmente representa para as empresas? Claro, isso significa vendas e receitas recordes, mas há muitos riscos envolvidos, se essa tendência de crescimento continuar.

 

Qual é o risco?

Bem, como muitos varejistas sabem, uma forte temporada de vendas online de final de ano pode tornar o ano inteiro um sucesso, enquanto uma fraca temporada de vendas pode significar um desastre para a empresa. Raciocínio simples, certo? Todos nós sabemos disso.

Entretanto, no mundo da TI a realidade se torna muito sombria, assustadora e perturbadora à medida que a temporada de final de ano se aproxima. Os negócios online dependem de uma TI robusta, bem dimensionada e com uma sintonia fina entre a qualidade de escrita de código e o consumo de recursos computacionais. Se o site da sua empresa cair, você estará perdendo grandes vendas e as chances são de que o emprego de alguém estará em risco se algo der errado. Então, o que exatamente está em jogo aqui?

Vendas perdidas: uma pesquisa realizada com mais de 5.000 pessoas que fizeram compras recentes pela Internet identificou que 75% de todos os usuários de smartphones e tablets abandonam um site ou aplicativo móvel de um vendedor, caso esteja lento ou com erros. São 3/4 das vendas em potencial PERDIDAS. A pesquisa concluiu que a velocidade também é importante. 50% dos adultos disseram que comprariam em outro lugar se um site ou aplicativo para celular não carregasse em 3 segundos ou menos. Sua empresa está melhor do que sua concorrência?

 

A cada hora em que um site fica inoperante, a empresa está perdendo, em média, 8% das vendas digitais do dia.

 

Perda de lealdade dos clientes: seus clientes já estão decididos a comprar a melhor oferta, independentemente de o vendedor ser sua empresa ou não. Portanto, se você não tem a melhor oferta na cidade, é melhor esperar que seu site esteja funcionando melhor do que a sua concorrência. Você não tem espaço para perder a lealdade de seus clientes atuais e futuros. Isso é facilmente evitável, com uma infraestrutura de TI consistente e robusta, que pode lidar com picos de tráfego a qualquer momento (não apenas Black Friday ou Natal).

 

O que as empresas estão fazendo para evitar esses problemas?

 

Mover-se para a nuvem

Bem, um método de evitar riscos de infraestrutura e lidar com qualquer pico de tráfego é utilizar a nuvem. Isso parece lógico com a elasticidade dos recursos da nuvem, mas vem com seus desafios.

Teoricamente, você tem computação, armazenamento e rede ilimitados à sua disposição, mas ainda precisa definir, por meio de scripts ou ferramentas de terceiros, como seus aplicativos da Web obterão os recursos de que precisam, quando precisam. Quando você escala? Quanto você escala? Tem certeza de que dimensionou corretamente suas instâncias em primeiro lugar? E depois que essas instâncias começarem a aumentar, diminuir e retornar ao ponto inicial, como garantir que elas estejam na melhor zona ou região? Essas decisões impactam o desempenho, o custo (você paga pelo que aloca, não pelo que usa) e implicações de conformidade. A nuvem tem inúmeras vantagens, mas alavancar efetivamente em escala não é fácil.

 

Realizar monitoramento constante

Muitas pessoas e fornecedores falam sobre “preparar seu data center para a Black Friday e o Natal”, “monitorando constantemente” sua infraestrutura, procurando sinais de problemas. Mas o monitoramento somente não funciona. Receber um alerta sobre um problema significa que a degradação do desempenho já ocorreu. Como alternativa, se você configurou seus alertas para recebê-los antes que a degradação do desempenho seja perceptível, seu desafio é discernir os sinais dos “ruídos”.

Além disso, muitas empresas de varejo e comércio eletrônico estão criando aplicativos mais leves e rápidos, projetados para atender à demanda. Esses aplicativos menores e distribuídos significam mais partes móveis em seu ambiente, mais coisas a serem monitoradas. O monitoramento não funciona e definitivamente não é escalável.

 

Investir em mais hardware

Se seu plano é obter mais hardware, isso pode significar um desperdício e também não garante o desempenho. Fila por CPU, consumo excessivo de memoria, tempo de desalocação de memória e tempo de resposta e performance em banco de dados são desafios que não são superados necessariamente com mais hardware. Há diversos casos que demonstram isso.

 

O que é preciso fazer para evitar esses problemas?

Antes de responder a essa pergunta, é preciso refletir sobre três questões:

1) Você projetou sua infraestrutura, na nuvem ou no local, para escalar com a demanda de aplicativos para datas de pico?

2) Você está aproveitando uma plataforma que permite que as cargas de trabalho se autogerenciem, garantindo que elas obtenham os recursos de que precisam, quando precisam?

O melhor caminho para evitar surpresas com a performance de sua infraestrutura de TI é adotar uma plataforma autônoma, que analise continuamente sua infraestrutura de TI e tome decisões sobre onde colocar as cargas de trabalho, como dimensioná-las e quando provisionar mais recursos (aumento ou redução automáticos), tudo em tempo real.

A solução deve se estender por todas as camadas da pilha de TI, permitindo que as cargas de trabalho sejam autogerenciadas em resposta à demanda de tráfego e recursos, visando garantir que seu site e seus aplicativos estejam sempre funcionando sem problemas e que o desempenho nunca seja um problema. Os aplicativos críticos para os negócios de alta prioridade, incluindo carrinhos de compras online, pagamento eletrônico e funcionalidade de pesquisa, sempre devem obter os recursos necessários para a execução. E a alta estação passa sem sustos e com bons resultados para a empresa.

A Leadcomm é uma empresa que atua desde 1998 no Brasil, Estados Unidos e Europa, construindo um sólido portfólio de softwares e serviços. Somos especializados em Segurança de Dados e Performance de Aplicações, com foco na distribuição e integração de soluções inovadoras. Consulte-nos.